Eu, Giovanna F, finte anos, vi drogas e prostituição.. no ENEL.

(tá bom, vai. não assim desse jeito que vocês estão pensando)

Quando cheguei ao pântano – ainda denominado Prédio do Direito – não tive a impressão de estar chegando nem em um nem em outro, nem em Niterói, e sim na Bahia. Não estou brincando, havia dez (DEZ) ônibus estacionados na UFF que carregavam, cada um deles, pelo menos 60 baianos.

E aposto que 50% estavam no Prédio do Direito.

Na verdade, recordo-me agora de porque tive essa impressão. Foi porque quando cheguei no ginásio, deparei-me com umas 10 barraquinhas montadas e uma enorme faixa escrito “Bem vindo à Bahia”. Hmm, muito sugestivo.

Mas não deu pra ficar dando muito papo paras os baianos aquela hora. O ônibus número 2 estava cansado, querendo dormir.

Ah, não estávamos cansados pela viagem. Para veteranos de guerra como nós, a viagem foi tranquila.

Difícil foi ficar parado na serra durante 5 horas parecendo piranha em beira de estrada. Aí foi tenso. Foi uó /belão.

Mas quando chegamos foi tudo ótimo! Fomos recebidos com o maior carinho e hospitalidade e removidos imediatamente para a suíte presidencial da UFF, com papéis higiênicos que cheiravam a flores do campo. NOT.

Não vou dizer que fomos mal recebidos, afinal eles tiveram a boa vontade de nos cadastrar às duas horas da manhã. Mas não havia mais lugares para nós e nosso ego na UFF, então fomos realojados para o Direito.

Hoje em dia enxergo isso como uma coisa boa. Na época foi meio estranho, tínhamos que andar muito mais que todo mundo para chegar às festas (um caminho razoavelmente perigoso – oi, Rio de Janeiro) e ficamos isolados e NÃO TÍNHAMOS CAFÉ DA MANHÃ. Todos os dias comprávamos uns pão e uns queijo /camila e fazíamos nosso próprio café. Isso quase me lembra a infância difícil que eu passei em Itaperoá, quando acordava cedo para tomar café e cortar cana.

Mas por outro lado, como estávamos completamente sozinhos lá – os baianos não contam, eles escarravam no chão do banheiro, eca – fortalecemos nossos lindos laços de amizade (alguns mais do que outros. Reflitam). Promovíamos nossas próprias atividades culturais como Guerra de Toalha e Suje Você Também a Cama da Alvim. E fofocávamos sempre, sobre tudo e todos, claro. Fofocar é como uma terapia. Apesar de estarmos longe da UFF, sempre mantínhamos alguém num posto de observação por lá, para trazer novidades de cunho altamente intelectual.

Foi assim que ficamos sabendo da Menina Que Cagou no Pau. (From Maranhão –dicona).

Também tivemos a sorte de ver uma gravação de um filme com celebridades tipo b, passeávamos pelas praias e andamos muito pelo Rio de Janeiro. Turistamente falando, foi muito proveitoso.  It was wond – para quem não sabe inglês, “foi mara”.

Academicamente falando, acho que já não tanto. Quer dizer, se alguém que estava n’O Pântano estiver lendo esse texto e tiver alguma informação para dar sobre como foram as palestras, favor deixar na caixinha de comentários logo abaixo, obrigada. Porque a menos que festa conte como atividade cultural, realmente não posso dizer que nos esforçamos. Mas estávamos sempre no bate-cabelo, marcando presença, beijos Brasil!

Ao que me consta, o próximo ENEL será em João Pessoa. Acho que o pessoal da organização ficou meio chateado com a chuva que sijogou sobre Niterói durante aquela semana e quer ter certeza de que da próxima vez vai fazer sol.

Algumas pessoas acharam estranho a Bahia não ter sido escolhida. Mas, gente, tinha tanto, mas tanto baiano lá, que eu praticamente me senti no carnaval de Salvador – voltemos à faixa de “Bem Vindo à Bahia” do primeiro parágrafo.

Mas ano que vem estaremos no nordeste! Realmente adorei estar nesse ENEL. Até faria Letras, se já não fizesse… Peraí, eu faço Letras.

Não que isso seja barreira para que outros cursos participem do ENEL. E juro que não estou me referindo apenas ao Galluf, gente. Tô sabendo de uma galera da engenharia que não trabalha mais com isso, estavam se jogando na pixxta /carioca. Tudo, mas tuuudo viado enrustido. Pronto, falei.

Faço votos de que o próximo ENEL seja AINDA mais divertido! Porque desse.. nada mais me lembro /Leila Lopes.

(Baseado em fatos surreais)

Giovanna Gomes – giovanna.letrasunb@yahoo.com.br

E então vi uma mão negra com os dedos abertos.
E houve pânico e terror.
O choro não consolava. Não havia consolo.
O medo persistia. O medo do sim. O medo da verdade. O medo do horror.
Os animais não entendiam e nos olhavam como se fossemos loucos ou, na melhor das hipóteses, fossemos resolver aquilo.
Os mais fortes fugiam, outros morriam no tentar.

Me vi nascendo de novo em um hospital com paredes de tijolos.
Vi levarem o corpo da minha mãe morta numa maca.
Chorei pesado meu desespero, minha agonia.
O caos gritava. Havia sangue e eu gritava. Sabia de tudo mas não sabia falar. Chorei por isso também.
Chorei como choram os condenados pois não havia remédio. E os médicos amaldiçoavam com pena os recém-nascidos.
Jogavam corpos empilhados como se fossem seus últimos cinco minutos, e os suicídas sem sucesso eram descartados.
Havia dor e outros demônios invisíveis aos que podiam falar.
Eu gritava, e as enfermeiras achavam que podiam prever qualquer coisa.

Era um hospital lotado.
Era um corredor.
Havia um velho na maca ao lado e eu me perguntei: como morri?
Não me lembrava do nome, não me lembrava de nada. Era como se nada tivesse existido. A língua ali era outra,  “se tu pensas numa língua e escuta outra, te distrai. “
Ia esquecendo de tudo rápido e agora soluçava em consolo.
De vez em quando me olhavam e a estranheza desvanecia. Existia e forte. E como se de repente voltasse,
era então humano.

Bernardo Brant  – bernardobrant@hotmail.com

Na superfície mais áspera um poço
Despe suas entranhas de miragem
Fruto e raíz do eco
Oferta-se ao que reverbere em sacrifício
Designa às rugas de sua origem que
Dobrem à chegada de qualquer transeunte:
Raros intangibilizam o poço
São incapazes de extraí-lo
De por entre os espinhos

Um poço do avesso gritando ensurdece
Os que propectá-lo almejam

Hugo Crema –  hugo.crema@hotmail.com

Blog – www.fromhellwithlasers.blogspot.com

E um dia perguntaram: “o que é o amor?”

E foi-lhe respondido: “substantivo abstrato, isso está claro!”, o autor dessa resposta imediatamente virou para o outro lado e continuou a cumprir o seu papel de voyeur da vida, pouco antes de se transformar em pó.

Mas então, esse questionador incontido, não se dando por satisfeito com resposta tão incompleta começou a bradar a plenos pulmões sua pergunta. E o eco foi tão intenso que quase ensurdecidos os rouxinóis não mais cantaram, as flores não mais desabrocharam, o ar tornou-se estático e pesado como chumbo e nenhum ser vivo pôde mais respirar. Então um ser estranho, meio gente meio todas as coisas começou a discursar, falou a respeito da solicitude da vida, da alma e da antiguidade clássica na literatura, mas não pôde responder à essa pergunta tão intrigante. A falta de oxigênio já afetava o sentido das pessoas quando um anjo tomou a palavra, falou de Deus e das coisas maravilhosas que Ele havia criado, falou da ingenuidade das artes e o que esta representava para materialização da espiritualidade humana, mas sem atingir plenamente seus objetivos, calou-se. Até o Diabo atreveu-se a falar, ou melhor a silenciar, pois sua total incapacidade de falar de assunto tão divino falou em seu lugar.

E quando as esperanças haviam sido perdidas, o mundo morria e as coisas desapareciam desse plano, eis que surge algo maravilhoso. Compadecido daquela situação, o próprio Deus resolve se intrometer, dizendo: “como ousas fazer pergunta tão desafiadora quanto essa? Por acaso não sabes o que é amor filhinho? Por acaso não sentes amor? Não tens amor?”

Foi aí  que uma luz se acendeu, o ar circulou, o rouxinol soltou um grito e a seiva corria nos floemas novamente. Mas não puderam entender o por que.

“Mas ninguém respondeu a pergunta alguma.” Diziam uns

“Pouco me importa o amor, to vivo!” exclamavam outros

Nosso questionador então refletiu, e apesar de ser o causador de tanto barulho não pôde deixar de se sentir satisfeito com tudo aquilo. Na verdade, satisfeito é um adjetivo muito modesto para caracterizar aquela alma que na verdade estava explodindo de felicidade.

Agora olhava a borda do mar e como essa tocava maliciosamente a areia fina da praia num mês quente, pessoas passeavam, as nuvens dançavam. Em tudo isso pôde ver amor.

De repente estava em outro lugar, numa geada ao norte, uma tempestade horrível assolava aquele lugar desconhecido, mas mesmo naquela atitude agressiva do vento, naquela temperatura mórbida e naquele céu com cor de nada pôde ver amor.

Há quem defina o amor?

Não tentes definir coisa alguma, meu caro! Vivencie tudo que te intriga, prove sabores, teste temperaturas, queime-se ou morra de frio mas não deixe que a paisagem te absorva. Não te transformes em pó.

Pessoas, janelas, carros, avenidas, imagens, sorrisos, grama… ah, a vida! Posso ver o amor! Posso sentir o amor!

Definitivamente, tenho amor!

Rayssa Araújo Carnaúba – Português (3º semestre)

email: ray-e-jc@hotmail.com

Olhe pela janela.

Não. Assim não. Olhe. Absorva.Pense.

Veja as luzes no prédio da frente, à essa hora, nada além de tevês ligadas em algum programa provavelmente banal. Pessoas e mais pessoas em um mundo privado, próprio e deveras solitário.

E aí tem você, sentado na frente do computador, lendo algo, tentando de qualquer forma enganar-se, a achar que estás a ler algo produtivo e importante, cult e de relevância.

Olhe pela janela.

Dezenas de pessoas, com pensamentos, problemas, dores, dúvidas. Dezenas de pessoas pensando que fazem algo produtivo, importante. Dezenas de pessoas em um prédio, apenas um, ou famílias em uma casa. Pessoas que levam a vida, trabalham, estudam, se preocupam, se sentem felizes e tristes, todas elas inconscientes da sua existência.

Pessoas que sentem coisas diferentes, que são, de certa forma, a mesma coisa.

“Bom Dia.” é tudo. Talvez. Às vezes apenas um aceno com a cabeça faz as vezes dessa frase. Nada é real, nada é absoluto. Quantos bons dias e boas tardes ouvimos? Palavras que não querem dizer nada. Palavras vazias.

Olhe pela janela.

Veja o porteiro. Você já deu bom dia para aquele que trabalha em seu prédio hoje? Ou simplesmente pediu que ele abrisse a porta por ter esquecido as chaves? Na última vez em que você disse “como vai?” você realmente esperava uma resposta? Ou a sua vida é dominada pela retórica?

Temos nossa impressão. De um mundo fechado, perfeito, ilusório. Não se importe em segurar a porta, muito menos em dizer “te amo”. Não se importe em ver centenas de desconhecidos todos os dias e não ligar para o que eles pensam. Sentem.

Olhe pela janela.

Existe um mundo inteiro de possibilidades, de emoções e dizeres, de seres humanos. Mas não, ao mesmo tempo esse mundo não existe. Se contenta em viver uma vida patética, desligada. Única. Diferente.

Escute o silêncio da noite. Sinta o ar frio. Pense naquela pessoa especial. Sinta-se triste ou feliz, ou ainda, aquela mistura de ambos, que tantas vezes você tentou colocar em palavras, mas nunca foi capaz.

Olhe pela janela.

Veja cada pessoa, com sua opinião formada, com seus preceitos de preconceitos. Veja cada indivíduo.

Olhe pelo espelho.

Em milhões e outros milhões de janelas nada muda. Mas nessa janela algo mudou. Algo parece errado. As janelas são espelhos. Aposte o que ousar, em outra janela, assim, exatamente como a sua, existe alguém que pensa o mesmo.

Embarcados na grande solidão a qual o mundo urbano nos força, acima de problemas e rótulos e pensamentos, todos que você vê, em janelas, com tevês ligadas em programas banais, sentem o mesmo vazio, o mesmo sozinho.

Olhe pela janela, encare o espelho, mas acima de tudo, abra a porta.

De  um ébrio incorfomado.

O tempo escorre. Escapa. Esquiva. Esculacha. Esnobe. Espera! No espaço. O tempo derrama, desemboca, desperdiça. No descaso. E na pressão, vem a pressa. De sentir, salvar, sorrir, suar. Soa sustenido. Soa surdo. Sua, expele, ejeta, expulsa.
Correndo, custa caber na cabeça da gente! É mais uma corrente que se apossa na mente, uma reação em cadeia. Ela nasce nobre, não necessariamente nua. Mas crua, como a dor. Novamente rirei meu riso e derramarei meu pranto, setenta vezes sete e o que também não for necessário. No concreto, no incerto esse tempo sempre se derrete, se desfaz, se refaz, me compromete.
Mas que DANADO és tu! Me descompondo assim nessa intimidade toda. Mas que audácia! Alucina, adverte e me abriga. Me aconchega nessa teia, porque sei que isso tudo que incendeia é obra infinita.

Nathália Guedes : nathjoplin@hotmail.com

Bom,

conforme reunião realizada 09/06/09, resolvemos amadurecer o projeto da Semana de Letras, e realizá-la semestre que vem.

O proposto é que a Semana ocorra na 3º semana de setembro.

Já estamos realizando o diálogo com quem cedeu apoio, como o DEA.

Pedimos que seja feito desde já, e no mais tardar início do 2º/2009, uma comissão organizadora juntamente conosco, se não, vai ficar em cima da hora e ocorrerá problemas novamente.

E, tivemos um prejuízo de R$ 254,50 que temos que repor ao CA, não sabemos de que forma ainda (dinheiro fornecido para impressão de cartazes, antes de ocorrer os problemas burocráticos). Uma ideia é reutilizar as bandas que já havíamos conseguido para a semana de letras, em uma festa de fim de curso, com venda de bebidas/ comidas na qual seria o lucro, mas a ideia tem que ser amadurecida e discutida. (Ou, por que não Happy Hour junino/julino?)

Expressem suas ideias!

Att,

Karina Carvalho.

RodaLET

Em cima, por cima, de cima, para cima. Realmente importa a preposição?
Com língua, boca, dentes, dedos, nervos, músculos, dildos, buceta, pau; Ah! Substantivos são palavras que dão nome ao prazer.
Forte, fundo, rápido, fraco, grosso, molhado Adjetivos, ah, sempre qualificando os nomes do prazer.
Goza, goza, goza. Intransitivo e ponto.
O que Brechara diria sobre a minha língua invadindo o seu substantivo e adjetivando sua transitividade?

Eu. PBSL 5º semestre.

A roda de leitura de Letras.

A roda de leitura de Letras.

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